entretida ainda a desfolhear o album daquela «Marisa» encontrei algo que me chamou a atenção: Big Brother. Sempre soubera que Big Brother era um estranho programa onde as pessoas se submetiam a injuria sem se aperceberem (ou fingindo não perceber) e assim (só) ganhavam dinheiro! enfim... futilidades à parte achei interessante e li:
«Comparadas com as actuais, todas as tiranias do passado foram tímidas e ineficazes. Os grupos dominantes, até certo ponto, sempre se deixaram contaminar pelas ideias liberais, e permitiam que inúmeros domínios escapassem ao seu controlo, contentando-se em tomar apenas em consideração actos explícitos, sem se interessarem pelo que pensavam subditos. Pelos padrões actuais, até à Igreja Católica da Idade Média foi tolerante. Explica-se isto em parte pelo facto de no passado nenhum governo ter capacidade para manter os cidadãos sob vigilância constante. A invenção da imprensa, no entanto, tornou mais fácil manipular a opinião pública, e o cinema e a rádio levaram ainda mais longe o processo. Com o desenvolvimento da televisão e os avanços técnicos que tornaram possível emissão e recepção simultâneas através do mesmo aparelho, a vida privada acabou. Cada cidadão, ou pelo menos cada cidadão suficientemente importante para valer a pena vigiá-lo, pode ser mantido vinte e quatro horas debaixo dos olhos da polícia e sob influência da propaganda oficial, com todos os outros canais de comunicação cortados. A possibilidade de impor a todos os súbditos não só obediência absoluta à vontade do Estado, mas também uma absoluta uniformidade de opinião, existe agora pela primeira vez.»
Orwell, George - sinopse do livro: mil novencentos e oitenta e quatro.
Fechei o album e por hoje chegava. A ideia de "antigamente" subjugarem as pessoas a este controle fazia-me confusão. Tanta!
Ainda assim hoje em dia faz-se desse controle um entretenimento e ainda se ganha dinheiro! Os tempos são outros, mas se eles soubessem...
*sweetness in moonlight
quarta-feira, 25 de julho de 2007
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