quarta-feira, 25 de julho de 2007

Prazeres do dia 25 de Julho de 2007

Para ouvir: Manu Chao
Para Saborear: Chá de maçã com pétalas de rosa e menta
Para ler: Orwell, George; Mil Novecentos e Oitenta e Quatro
O especial de hoje: O funcionário, João, do blockbuster tem os olhos amendoados e rasgados, eles hoje sorriram-me.

Big Brother - de onde nasceu a ideia:

entretida ainda a desfolhear o album daquela «Marisa» encontrei algo que me chamou a atenção: Big Brother. Sempre soubera que Big Brother era um estranho programa onde as pessoas se submetiam a injuria sem se aperceberem (ou fingindo não perceber) e assim (só) ganhavam dinheiro! enfim... futilidades à parte achei interessante e li:

«Comparadas com as actuais, todas as tiranias do passado foram tímidas e ineficazes. Os grupos dominantes, até certo ponto, sempre se deixaram contaminar pelas ideias liberais, e permitiam que inúmeros domínios escapassem ao seu controlo, contentando-se em tomar apenas em consideração actos explícitos, sem se interessarem pelo que pensavam subditos. Pelos padrões actuais, até à Igreja Católica da Idade Média foi tolerante. Explica-se isto em parte pelo facto de no passado nenhum governo ter capacidade para manter os cidadãos sob vigilância constante. A invenção da imprensa, no entanto, tornou mais fácil manipular a opinião pública, e o cinema e a rádio levaram ainda mais longe o processo. Com o desenvolvimento da televisão e os avanços técnicos que tornaram possível emissão e recepção simultâneas através do mesmo aparelho, a vida privada acabou. Cada cidadão, ou pelo menos cada cidadão suficientemente importante para valer a pena vigiá-lo, pode ser mantido vinte e quatro horas debaixo dos olhos da polícia e sob influência da propaganda oficial, com todos os outros canais de comunicação cortados. A possibilidade de impor a todos os súbditos não só obediência absoluta à vontade do Estado, mas também uma absoluta uniformidade de opinião, existe agora pela primeira vez.»

Orwell, George - sinopse do livro: mil novencentos e oitenta e quatro.

Fechei o album e por hoje chegava. A ideia de "antigamente" subjugarem as pessoas a este controle fazia-me confusão. Tanta!
Ainda assim hoje em dia faz-se desse controle um entretenimento e ainda se ganha dinheiro! Os tempos são outros, mas se eles soubessem...


*sweetness in moonlight

terça-feira, 24 de julho de 2007

Prazeres do dia 24 de Julho de 2007


Para o ouvido: Norah Jones
Para saborear: white tea
Para ler: Harris, Joanne; Cinco Quartos de Laranja
O especial de hoje: ter pago a minha viagem rumo a Londres

um baú:

sentei-me nas velhas escadas que davam para o sotão e abri um antigo album dos meus antepassados. Estava guardado no baú pesado que se encontrava no fundo do poeirento sotão...
desfolhei as primeiras páginas:

« Marisa – aquela espécie que desdenha muitas vezes.

A sua derradeira realidade é ser uma pessoa dedicada e leal. Mais leal que fiel... Gosta de pôr, vamos lá, batatinhas quentes nas mãos dos que quer bem. Vejam-no como uma maneira de os ensinar! Afinal, quando eles se derem conta que se estão a queimar vão aperceber-se do que é melhor fazer. Depois há aqueles que são masoquistas e nem por isso preferem largar a (tal) «batatinha quente» … Bem disposta, chega a criar uma certa impressão aos demais. Contudo, ela não se rala, infelizes daqueles que para além de uma vida triste têm uma mente com tendência natural para encarar as coisas pelo lado pior.
Preza:
  • Olhares;
  • Conversas;
  • Sorrisos;
  • Cumplicidades;
  • Coisas simples e intensas; »


*Sweetness in moonlight